Do MX1 GP Brasil para a “Copa do Mundo” do Motocross: Pilotos brasileiros e internacionais que por aqui passaram, disputarão o MXON 2025

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O Motocross das Nações (MXON), considerado a Copa do Mundo do Motocross, será realizado entre os dias 3 e 5 de outubro, no tradicional circuito de Ironman Raceway, em Crawfordsville, Indiana (EUA) e reúne os melhores pilotos do planeta em um evento único onde o orgulho nacional está em jogo. Cada país seleciona três representantes, um para cada categoria (MXGP, MX2 e Open), e o somatório dos desempenhos define a nação campeã.

Diferente do formato tradicional do motocross, que é essencialmente um esporte individual — onde cada piloto corre por sua equipe e, muitas vezes, até contra compatriotas —, o Motocross das Nações rompe com essa lógica e coloca o espírito coletivo em primeiro lugar. No MXON, não existem rivais dentro da mesma camisa: os três pilotos selecionados por cada país competem juntos por um objetivo comum. Não há duas equipes dentro de uma mesma nação — existe apenas o Time Nações. O desempenho de cada piloto em sua respectiva categoria (MX1, MX2 e Open) é somado ao dos demais, e é esse resultado conjunto que define a colocação final de cada país no campeonato. É uma rara e valiosa oportunidade de ver os melhores talentos unindo forças pelo orgulho nacional.

O Brasil teve o seu melhor desempenho da história no Motocross das Nações 2024, conquistando a 13ª posição entre 36 países. A equipe, formada por Enzo Lopes (MX1), Bernardo Tibúrcio (MX2) e Fábio Santos (Open), superou o recorde anterior de 14º lugar e avançou diretamente para as finais sem precisar da repescagem.

foto enviada por: Wesley Magalhães – Pakito

Os pilotos que representam o Brasil neste ano chegam em grande fase. Fábio Santos encerrou a temporada do MX1 GP Brasil como vice-campeão da categoria principal, a MX1, dividindo o gate com nomes de peso como o atual campeão brasileiro, Stephen Rubini e o vice-campeão mundial Jeremy Van Horebeek. Já Bernardo Tibúrcio foi o campeão antecipado da MX2, conquistando o título com uma etapa de antecedência, além de vencer também o Arena Cross na categoria AX2, consolidando sua evolução técnica. Enzo Lopes, por sua vez, não participou do MX1 GP Brasil nesta temporada, mas brilhou no Arena Cross, onde foi vice-campeão da categoria principal, a AX PRÓ, atrás apenas do britânico Dean Wilson, campeão do ano.

foto: Show Radical

Quando falamos em pilotos internacionais, o MX1 GP Brasil já não é mais um simples campeonato; é o segundo maior do mundo, tornando-se um palco de prestígio global, um verdadeiro ímã para os melhores nomes do motocross mundial. Em 2025, o campeonato brasileiro elevou seu nível a patamares antes inimagináveis, atraindo atletas de elite de todos os continentes. O mundo está atento, e muitos desses pilotos estrangeiros que aceleraram nas pistas brasileiras agora voltam às suas seleções para defender seus países no Motocross das Nações (MXON).

Benjamin Garib chega ao Motocross das Nações como vice-campeão brasileiro da categoria MX2, um título conquistado após uma temporada brilhante no Brasil. Agora, ele retorna ao Chile para representar sua seleção nacional na mesma categoria MX2, trazendo toda a experiência adquirida nas pistas brasileiras. Ao seu lado estará o simpático e experiente Hardy Muñoz, que competiu nas últimas etapas do campeonato brasileiro e defenderá o Chile na categoria Open. Juntos, eles carregam a bandeira chilena com a missão de levar o país ao pódio no maior evento do motocross mundial.

foto: Bettina Torrezzan / Show Radical

Outro piloto que brilhou na temporada brasileira é Germán Bratschi, que finalizou o MX1 GP Brasil 2025 na terceira colocação da categoria MX2, competindo lado a lado com Bernardo Tibúrcio e Benjamin Garib. Agora, ele defenderá as cores do Uruguai na categoria Open durante o Motocross das Nações. Em ascensão no cenário brasileiro, Bratschi é um grande piloto que chega ao MXON para completar o time Uruguaio.

foto: Bettina Torrezzan / Show Radical

Veterano e experiente, Jetro Salazar já é considerado brasileiro por competir há anos e conquistar grande respeito e carinho do público. Natural do Equador, seu nome havia saído na lista para competir na categoria Open, porém, ele veio as redes sociais e explicou o porque não irá mais para o MXON.

A Venezuela também contará com representantes que conhecem bem o solo brasileiro. Carlos Badiali veio ao país nesta temporada para participar da semifinal do MX1 GP Brasil, em Rio Verde (GO), onde competiu na MX3 e venceu com autoridade, cravando o P1. No Motocross das Nações, ele representará seu país na categoria MX2. Ao seu lado estará Anthony Rodriguez, velho conhecido do público brasileiro, que disputou o Campeonato Brasileiro de Motocross nas temporadas de 2020 e 2022 e agora defenderá a Venezuela na categoria MX1.

foto: Show Radical

O experiente Harri Kullas, da Estônia, também faz parte da lista de nomes internacionais com passagem recente pelo Brasil. O piloto competiu no país durante a temporada de 2024, deixando sua marca no motocross nacional com atuações consistentes e competitivas. No Motocross das Nações 2025, ele retorna ao cenário mundial defendendo a Estônia, pronto para levar sua experiência às pistas de Ironman Raceway na categoria OPEN.

Pela Argentina, dois velhos conhecidos do público brasileiro voltam ao cenário internacional: os irmãos Joaquin e Agustin Poli. Joaquin, que competiu no Brasil em 2017, representará seu país na categoria MX1, enquanto Agustin, que esteve no campeonato brasileiro em 2012, alinhará no gate da categoria Open. Ambos têm histórico competitivo e trazem consigo a força e tradição do motocross argentino para a disputa do MXON.

O número de pilotos internacionais que já passaram pelo Brasil e hoje brilham no cenário global é extenso e significativo — um reflexo da grandiosidade e da relevância histórica do nosso país no motocross. É possível que alguns nomes tenham ficado de fora, tamanha é a contribuição brasileira para o desenvolvimento do esporte nas Américas e no mundo. Mas uma coisa é certa: o legado do motocross brasileiro está longe de acabar.

foto: Show Radical

O MX1 GP Brasil se consolida com méritos como o segundo maior campeonato de motocross do mundo, justamente por atrair e revelar talentos que, estão no gate do Motocross das Nações, o evento máximo do esporte. Ver esses atletas que correram em solo brasileiro representando suas bandeiras no cenário mundial é uma prova clara de que o Brasil deixou de ser apenas coadjuvante e passou a ser referencia, um polo do motocross, tornando-se um AMA Latino-Americano.

Com orgulho, desejamos toda a sorte e sucesso aos pilotos que representarão suas nações no Motocross das Nações 2025, com um carinho especial aos nossos guerreiros Enzo Lopes, Bernardo Tibúrcio e Fábio Santos, que carregam com honra as cores do Brasil. Que acelerem com garra, defendam com paixão e inspirem uma nova geração de talentos. Estaremos na torcida — e já contando os dias para a temporada 2026 do MX1 GP Brasil, que promete ainda mais emoção e muitas novidades.